sexta-feira, 30 de julho de 2010

# campo minado

| Sabe quando já não há mais nada pra falar e sua garganta parece secar, falhar e sumir? |
Às vezes me sinto perdido nas palavras, pois não encontro a mais expressiva quanto ao sentimento que existe em alguns momentos. As recordações vivem pairando sobre os dias e sempre tem um que vemos como se estivéssemos presos a ele.

| Qual é o dia que você não esquece? |
Queria muito ser o relógio e poder voltar algumas horas do tempo e ir para o dia em que te conheci. Queria ter deixado a me esperar e hoje, toda essa mágoa, todo esse fracasso não estaria me assombrando. Depois que a gente para e pensa, que se não tivesse acontecido, nada disso em nossa volta faria sentido.

| O que é isso? Insanidade? Incapacidade? Falta de vontade? Saudade... |
Agora certo, vejo a partir de outros olhos o campo no qual me deparei e caminho. Preso no teu peito sem amor, trancado na tua cabeça sem atenção e se importando com um simples 'tudo bem'.

| O que a gente faz? Quanto tempo faz? O que fazer? Cadê você? |
Alguém já percebeu o quanto caminhei entre as sílabas e refrões para chegar até aqui? Talvez sim/não, o que podem concluir é que já não sei de onde posso tirar textos, parágrafos, palavras e gestos para estampar as fortes emoções que há anos trancafiei numa porta no canto do peito.
Estava decidido a não voltar atrás. No início, vivia olhando oportunidades pela brecha, mas quando quis, fiz ela fechar. Artifícios, encantos e meus cantos não te fizeram apaixonar.

| Incerto? Medo? Engano? Mudarei todos os planos... |
O vazio, talvez , tenha feito os seus olhos enxergarem (mesmo que enganando) algo bom e esqueceu de avistar que não passava disso e nada mais. No fim das contas, metido em um profundo desespero, pretende se deitar e se entregar. Mesmo com os pés no chão, olhar frio e mente decidida, não consegue parar e deixar a lacuna ser preenchida por felicidades instântaneas.

J.

Originalidade

quinta-feira, 22 de julho de 2010

_sonhos


os sonhos revelam segredos
os sonhos é o despertar de nossas vontades
quem sonha acordado não tem bons sonhos quando dorme
há quem acredite em sonho
há quem desconfie e acha medonho
o sonho muito me interessa
seja sonho de verdade
seja sonho de ficção
sonhando posso viver a vida com outra percepção
todos tem uma teoria sobre o sonho
e o meu maior medo é não poder sonhar
sonhar com amigos
sonhar com família
sonhar com amor
sonhar que o mundo já acabou!
agradeço todas as noites quando termina
aquele sonho ruim, o pesadelo que não tem fim
os sonhos que revelam segredos
são os mesmos que acabam escondendo de mim
toda essa insegurança
mas quando entro no seu sonho
posso saber bem do que tens Medo!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

amigo, a regressão não lhe faz mal

Quanto tempo faz? Nem me lembro o mês em que pude parar e refletir. De vez em quando é bom voltar no passado, relembrar de algumas situações. Bem, como é favorável o retorno dessa viagem meio maluca!

Dizem para não nos apergamos as coisas velhas porque o que passou passou. Mas agora vejo com outros olhos, como se fosse uma biografia. Desse livro, o estudo parece ser mais completo, pois todas as experiências (ou quase todas) já foram lidas, escritas, feitas na prática. Entende?!

Tanta coisa estranha para lembrar, coisas sérias, algumas decepções, alegrias e mais um monte de bobagem que já cansa até o pensamento. De fato, uma leve e saudável regressão não lhe faz mal, pelo contrário, acaba resultando um balanço do que já foi fruto dessa sua vida escrita.
Talvez, ainda possamos ter mais 100 anos ou daque a algumas horas não tenha 100 minutos.

Tente não esquecer do que passou e foi bom pra você. O que não foi bom, guarde como lição. As pessoas cobram sua presença também. Ligue, mande e-mail, SMS, scrap, twitte, enfim: COMUNIQUE-SE. Ninguém gosta de ser esquecido, ainda mais quando dizemos que o outro é amigo.

Amigo é uma das principais ligações com seu passado. Se ele está longe, acredite que a tecnologia esteja trazendo forças na comunicação entre as pessoas. Veja, o Japão nunca ficou tão próximo do Brasil!

Não espere um mês, um ano, uma década, pode ser tarde. Pare para pensar o quanto você se divertiu, se emocionou e até correu sem direção com alguém que hoje está solta por aí sem ter, de você um notícia. Viva sem pressa, valorize os momentos vividos e os que está vivendo. Quando estiver com vontade, faça um retorno agradável na sua própria história. Encontre em si uma saída.

Por ter chegado até aqui, você vai ter uma experiência que te ajuda a levantar e continuar...

J.

domingo, 11 de julho de 2010