Trânsito de imaginação
Olhares aflitos
Um leve ardor de indignação
À procura de amor
Traços, gracejos, afeição
Olhares vêem com espanto
E lá de dentro ouve-se
O grito de consolação
Quando Quintana procurou
Nem ao menos pôde ver
O óculos que perdido estava
Pendurado no nariz
No que ele pensou?
Em que devo pensar?
Trânsito de pensamentos
Onde transparece um oculto sofrimento
Passos para frente ou para trás
Ramificam a vergonha de quem a faz
Um leve toque de rejeição
E lá de dentro ouve-se
O grito de desolação
Ainda quando procurar
Ou até mesmo quando encontrar
Quintana não mais pode ver
A forma humana desviada
Numa estrada tão frustrante
A qual foi criada e destruída
Bem abaixo do nariz
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