quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sem Óculos

Trânsito de imaginação

Olhares aflitos

Um leve ardor de indignação

À procura de amor

Traços, gracejos, afeição

Olhares vêem com espanto

E lá de dentro ouve-se

O grito de consolação


Quando Quintana procurou

Nem ao menos pôde ver

O óculos que perdido estava

Pendurado no nariz

No que ele pensou?

Em que devo pensar?


Trânsito de pensamentos

Onde transparece um oculto sofrimento

Passos para frente ou para trás

Ramificam a vergonha de quem a faz

Um leve toque de rejeição

E lá de dentro ouve-se

O grito de desolação


Ainda quando procurar

Ou até mesmo quando encontrar

Quintana não mais pode ver

A forma humana desviada

Numa estrada tão frustrante

A qual foi criada e destruída

Bem abaixo do nariz

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