sábado, 6 de fevereiro de 2010

Corda Bamba

Ao acordar, senti algo me apertando, como se fosse uma calça justa demais ou algo que tira o ar.As vezes duvido de seu apego e hoje ficou mais difícil acreditar em suas promessas. Cada dia que eu passo sem o teu sorriso, fica claro como a luz do dia, que está numa nuvem, perdido, sem direção, esperando a hora de receber calor e depois despejar o seu pranto chuvoso nas tardes quentes que ultimamente esta afetando a cidade de São Paulo.
Você chegou devagar, aos poucos e nem deu tempo para pensar. Já estava em cima, na corda bamba do amor. Me sentia próximo ao céu, sempre que perto do sorriso teu.
Intolerante, confuso e sem flores. Me senti assim, depois de ter caído do alto da corda, que a mim lembrou o alto da torre. Agora, me via como aquela nuvem, sem rumo, destino e cheio de Nada. Procurando calor pra substituir o vazio. Indo para lá e para cá, sem saber pra onde ir.
Nas noites, continuei minha peregrinação ao improvável, apenas o sopro leve do vento guiava-me, até que parado numa colina, comecei a sentir frio e avistei você ao lado. Surpreendido, encheu-me de calor, trouxe de volta uma esperança que durou apenas três minutos e doze segundos.
Diante de tantos fatos, desci da nuvem, da torre e a corda bamba volteou a seu lugar de onde não devia tê-la arrancado. Combinei com o vento para que te sopre para longe, onde possa apenas mandar notícias.
Na volta ao circo, o picadeiro já não parecia como aquele velho amigo, havia algo diferente. Desfrutava naquele momento o sabor das mudanças. Ali, consolidando minhas viagens, via o final de pequenas batalhas de mim contra eu mesmo. Assistia no espelho que já não fazia mais parte e nem queria prazer justamente por prazer. Todos os dias, bem lentamente, quando confio mais em mim, subo novamente o degrau.
Chegar ao topo pode demorar, mas nem tenho mais tanta pressa assim. Recentemente tenho pensado em dormir e acordar em paz, com os pés no chão sem que me falte ar.

Josué Jr.


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