domingo, 17 de abril de 2011

MULHER CIRCENSE

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Ela saiu de manhã
Se produziu
Se arrumou
Se aprontou
Finalizou com uma maquiagem fantástica

No trabalho ao chegar
Ela sorriu
Indagou
Provocou
Engoliu alguns sapos
Se equilibrou como uma ginasta

Do trabalho pra casa
Se apertou
Empurrou
Gritou
E a paciência chegou a explodir

Mas se conteve e calou, guardou para si
Saiu sem dizer ou pensar
Só queria sair

Quem te vê pela rua não sabe o que passa
A gola alta nem te faz sorrir
As pessoas só querem se divertir
Minha habilidade pode esgotar
E tudo o que quer é ver o circo queimar

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